SAÚDE: Eduardo Merino frisa necessidade de falar e conhecer o paciente para melhorar resultados da fisioterapia

Falar com o paciente e explicar as técnicas usadas é o caminho do futuro dos fisioterapeutas se querem melhorar a eficácia do seu trabalho, assegurou Eduardo Merino no Instituto Superior de Saúde (ISAVE), em Amares.

O osteopata e fisioterapeuta foi o convidado principal de uma acção de Formação que decorreu durante dois dias no instituto.

A acção sobre Terapia Sensorial e Cognitiva – Módulo V – constitui uma formação única que funde as terapias de interpretação humana e dirige-se a fisioterapeutas e registou a participação de várias dezenas de ex-estudantes do ISAVE e Orientadores de Estágio.

Partindo do princípio de que a acção «não deve ser dogmatizada», Eduardo Merino lembrou que os fisioterapeutas «tocam no paciente mas não sabem falar com o paciente», sublinhando que a «mesma técnica tem resultados diferentes em cada pessoa».

Eduardo Merino partilhou muitas das suas experiências com os seus pacientes no sentido de «procurar perceber o movimento do ser humano, depois de perceber como ele pensa e interpretar como evolui».

Este Mestre em Psicologia e doutor em Antropologia biológica lembrou a juventude da Fisioterapia que nasceu por «necessidade dos médicos terem alguém para chegar uns cremes aos doentes».

«Nascemos submissos aos médicos e estamos em aprendizagem desde que nascemos, na procura permanente de soluções, o que explica que sejamos ainda uma classe profissional muito frágil», acrescentou.

Dirigindo-se aos seus formandos, Eduardo Merino aconselhou-os a «questionar-se sempre sobre o que fazer com as técnicas e as ferramentas».

«A única pessoa que nos conhece somos nós. De nós pede-se o máximo, ou seja, tentar conhecer ou perceber o outro, mas sempre com base no que conhecemos. É o grande erro da nossa classe. Esquecemos de falar com o paciente e de lhe fazer perguntas», frisou.

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