VILA VERDE: Vereadores do PS alertam para «grave incumprimento» na recolha do lixo

Os vereadores do PS questionaram esta segunda-feira, em reunião de Câmara, se o executivo PSD vai aplicar alguma sanção ao consórcio “Eco Rede/Rede Ambiente”, denunciando um «grave incumprimento contratual» da empresa.

Segundo os socialistas, «nos últimos dias tem sido notório o acumular de lixo em caixotes e contentores subterrâneos destinados ao depósito e recolha de lixo», nomeadamente na Vila de Prado e noutras freguesias a sul.

«Percebe-se claramente que o consórcio Eco Rede/Rede Ambiente não tem feito recolha há alguns dias, situação recorrente ao longo do último ano, não só na Vila de Prado, mas, uma vez mais, por todo o concelho de Vila Verde», frisam.

Os socialistas recordam que «a Câmara de Matosinhos aplicou à Eco Rede/Rede Ambiente sanções no total de 143 mil euros por incumprimentos iguais aos agora documentados».

No comunicado, o PS diz existirem «várias queixas de munícipes e recomendações» apresentadas pelos seus representantes, mas que «a autarquia não tem agido perante os incumprimentos da empresa, bem pelo contrário».

Os socialistas dizem ainda que o intento de aumentar o preço contratual do serviço de recolha de lixo «só foi travado porque os vereadores do PS alertaram para eventuais irregularidades no procedimento».


CÂMARA ADMITE SANÇÕES CASO SE JUSTIFIQUEM

Ao jornal “O Vilaverdense”, o vice-presidente da Câmara, Manuel Lopes, disse existirem «problemas pontuais» na recolha do lixo, «que são imediatamente comunicados à empresa no sentido de serem resolvidos», mas admitiu a possibilidade de aplicar sanções caso se justifique.

«Efectivamente, no dia 6 de Janeiro, houve problemas com a recolha de lixo em algumas zonas da parte Sul do concelho. Nessa medida, a Câmara Municipal encetou contactos com a empresa com o intuito de resolver a situação no mais breve prazo possível, circunstância a que a empresa acedeu tendo a situação ficado completamente colmatada durante esse dia e no dia seguinte», explicou.

Segundo Manuel Lopes, o avançar para qualquer eventual sancionamento da empresa é algo que terá que ser «devidamente apreciado» em termos técnicos, percebendo se existem ou não razões para isso.

«O Município acompanha diariamente a execução pela empresa das suas obrigações, preferindo sempre a resolução de quaisquer conflitos pela via do diálogo e da solução atempada dos problemas identificados. Não obstante tal prática, e tendo em conta o interesse público subjacente à relação contratual existente, não deixará o Município de equacionar a aplicação de eventuais medidas sancionatórias se se justificarem do ponto de vista técnico-jurídico e se forem consideradas as medidas mais adequadas tendentes à resolução dos problemas», frisou.

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Redacção/RRC (CP 10478)
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