Taça de Portugal. Vilaverdense FC caiu aos pés de Doumbia e Gelson

O Sporting fez valer a lei do mais forte e venceu o Vilaverdense FC, em Alvalade, por 4-0, nos “oitavos” da Taça de Portugal. A equipa de Vila Verde deu boa resposta na primeira parte, acabando por não resistir à entrada do jovem português Gelson Martins.

Parece lógico que qualquer minuto é bom para marcar, mas está nos livros que em cima do intervalo pode ter um impacto ainda maior. E foi isso que o Sporting conseguiu fazer, destruindo a resistência do Vilaverdense aos 44 minutos.

O golo de Doumbia, além de coroar o natural domínio sportinguista, foi sobretudo uma forma severa, castigadora e repressora, de fazer esmorecer o entusiasmo vilaverdense.

Na jogada anterior, a equipa verde-e-branca tivera a sua melhor ocasião de golo, mas Tobias Figueiredo impediu que Zé Pedro pudesse finalizar, num lance embrulhado, em que o Vilaverdense pediu penálti e os leões aproveitaram para iniciar a jogada do golo.

À melhor oportunidade de golo do Vilaverdense, respondeu o Sporting com a altivez de quem não quer deixar o convidado tornar-se incómodo e instalar-se em casa alheia. Depois de uma defesa de Pedro Freitas, Doumbia fez o primeiro da noite.

O lance do golo surgiu pela direita do ataque leonino, de onde antes já tinham saído as melhores oportunidades para o Sporting marcar.

Aos 29 minutos, Doumbia introduziu a bola na baliza, mas o golo foi anulado por mão na bola; aos 36´, Alan Ruiz rematou à malha lateral após boa abertura de Iuri Medeiros e aos 39´ Tobias acertou na barra.

Pelo meio, o Vilaverdense FC, que começou muito fechado, foi-se soltando. Encheu o peito, levantou o nariz e, de forma personalizada, procurou espaços no adversário para obrigar Salin a aplicar-se, o que aconteceu aos 18 e aos 24 minutos em remates de André Soares e Rafa Miranda.


ENTRADA DE GELSON DINAMITA JOGO

O Sporting entrou forte na segunda parte. Alan Ruiz deixou um primeiro aviso num remate de longe e Doumbia, aos 50 minutos, viu Pedro Freitas negar-lhe o segundo golo. Depois desse lance, contudo, o Vilaverdense conseguiu reorganizar-se e o jogo voltou à mesma toada morna.

Daí que, à passagem da hora de jogo, Jorge Jesus tenha lançado dois ases de trunfo, Gelson Martins e Podence, para os lugares de Alan Ruiz – saiu assobiado – e Bryan Ruiz. E esse foi um momento-chave para as contas do jogo.

Empertigado, rápido e criativo, Gelson dinamitou toda a coesão defensiva do Vilaverdense, em dois momentos desconcertantes, aos 63 e 74 minutos, que permitiram o hat-trick de Doumbia.

O avolumar do resultado, aliado ao cansaço e à natural diferença das equipas, ainda mais acentuado após as mexidas de Jorge Jesus, fez tombar a equipa do Vilaverdense, que não mais conseguiu aproximar-se com perigo da baliza de Salin.

O resultado final seria fixado já aos 88 minutos, num lance individual de Gelson Martins, que coroou com um golo a acção explosiva que teve no jogo.

Há, ainda assim, uma nota que o jogo desta noite não apaga: a personalidade de uma equipa do terceiro escalão do futebol português que procurou jogar em Alvalade no campo todo, sem prescindir dos seus princípios e sem deixar de apostar num futebol apoiado. E isso é o melhor que leva de Alvalade.

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Ricardo Reis Costa (CP 10478)
ovilaverdense@gmail.com