CRIME: Assassínio de empresário de Moure enigmático três semanas após o crime

O assassínio de um empresário de Moure, cometido faz esta segunda-feira três semanas, após o seu desaparecimento, a 23 de Outubro, continua enigmático para a PJ de Braga, cuja Brigada de Homicídios não se tem poupado a esforços, mas até agora, sem sucesso.

O empresário agrícola de Moure, António Ferraz Faria da Costa (“Côto” ou “Tone do Carneiro”), terá sido vítima de cilada e assassinado com uma arma de fogo de calibre de guerra à queima-roupa, na zona do pescoço, depois abandonado em outro local que não o do crime, tendo sido encontrado num terreno descampado na freguesia de Palmeira, em Braga, perto da Variante às Nacionais 101 e 201, junto de uma empresa de tractores.

Os investigadores criminais da PJ já apuraram também que a vítima, de 52 anos, casado, foi morto a tiro pelo menos 24 horas antes de ter sido encontrado o cadáver, dois dias depois, uma quarta-feira à tarde, dentro da parte traseira da sua carrinha, uma Mercedes Vito, cinzenta clara, matrícula 38-79-SX e viatura que se distinguia bem em Vila Verde.

A arma utilizada no crime, em princípio uma pistola com o calibre nove milímetros, não foi ainda recuperada pela Polícia Judiciária, apesar de ter sido batida toda a zona sempre com a colaboração de militares da GNR de Braga e da Equipa de Operações Específicas dos Bombeiros Sapadores de Braga, que depois transportaram o cadáver para a autópsia.

A vítima estava com as mãos atadas e poderá ter sido torturada antes de receber um tiro de misericórdia, sendo já um dado adquirido que o local da emboscada não foi o mesmo que o terreno descampado da Rua dos Restauradores, em Palmeira, já perto do lado Este da Variante às Estradas Nacionais 101 e 201, junto ao Stand dos Tractores Vasconcelos.


VÍTIMA MUITO RESERVADA

Como a vítima era muito reservada, inclusivamente no meio familiar, isso estará assim a dificultar o trabalho da Polícia Judiciária de Braga, que já ouviu a mulher e os filhos da vítima, assim como quem viu a carrinha Mercedes Vito cinzenta do empresário, com o cadáver lá dentro, no referido terreno que confina com uma rua de acesso a várias casas.

É uma zona com muito movimento rodoviário e até pedonal, com oficinas e residências, pelo que não parece plausível ter sido esse descampado o cenário do crime, a não ser se foi cometido já à noite, período em que a área quase não tem iluminação, sendo a hora nocturna ideal para abandoná-lo na carrinha, porque tal crime foi cometido noutro local.

António Ferraz, conhecido por “Tone do Carneiro” e “Côto” em Moure, freguesia onde nasceu e residia, casado, tinha dois filhos de ambos os géneros, gerados no matrimónio, a par de mais dois filhos, fruto de uma relação extraconjugal, também uma mulher e um jovem, explorando três terrenos agrícolas e dedicando-se ainda a realizar terraplanagens.

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Joaquim Gomes (CP 2015)
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