DESTAQUE: Novos órgãos autárquicos empossados e Vilela preparado para «agregar vontades e mobilizar energias»

«Esta inequívoca confiança dos Vilaverdenses dá-nos ainda mais força para levarmos por diante o grande desígnio de continuar a fazer de Vila Verde um dos melhores concelhos da região e do país». Foi com a vontade de «agregar vontades e mobilizar energias» que António Vilela, reeleito presidente da câmara municipal de Vila Verde para o mandato 2017-2021, tomou hoje posse. Traçou, por isso, uma linha estratégica fundada na «confiança reforçada» resultante do último acto eleitoral: «Um concelho só é verdadeiramente próspero e moderno se e quando proporcionar aos seus munícipes condições de vida dignas e se todos tiveram as mesmas oportunidades no acesso ao emprego e a equipamentos e serviços essenciais para o seu bem-estar».

A Sala de Artes e Cultura de Vila Verde foi o palco da posse dos novos órgãos autárquicos, acto que reforçou a maioria PSD nos três órgãos (Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia. «Se este expressivo resultado eleitoral representa um voto de confiança dos Vilaverdenses no trabalho que temos vindo a realizar, representa também um aumento das nossos responsabilidades», acentuou o reeleito presidente da câmara. António Vilela ainda falou olhou «para trás» e mostrou orgulho da nossa terra e da obra feita. O percurso de crescimento e de afirmação de Vila Verde como um concelho próspero e moderno alicerçou-se num exemplar trabalho de cooperação entre o município e as juntas de freguesia e com as associações, instituições e demais entidades locais e regionais».

PRIORIDADES PARA O FUTURO

Num executivo novamente de maioria PSD – a que se junta Manuel Lopes, Júlia Fernandes e Patrício Araújo, acompanhados dos três eleitos do PS, José Morais, Luís Castro e Cláudia Cachetas Pinto –, Vilela referiu que «há ainda muito para fazer». E apontou o caminho a sefuir pelo novo executivo: «passadas as eleições, o que os Vilaverdenses efetivamente esperam dos eleitos é que na diversidade encontrem forma de agregar vontades e mobilizar energias em torno daquilo que de facto deve ser a ação de cada um, fazer o máximo e o melhor pela sua terra».

Vilela, que coloca «as pessoas» como «primeira das nossas prioridades», referiu que «nos tempos difíceis e complexos que vivemos, em que o despovoamento assola os territórios de baixa densidade, é fundamental canalizarmos energias para o que realmente mais importa. E o que verdadeiramente a todos deve interessar é a multiplicação de sinergias para a construção de um concelho atrativo, para a instalação de empresas e para a criação de mais e melhores empregos».
Projecta, por isso, «um concelho moderno», assente «numa séria aposta na educação, na criatividade, no conhecimento e na inovação tecnológica. A requalificação das escolas básicas dos 2.º e 3.º ciclos de Vila Verde e de Prado, um forte investimento em que a Câmara Municipal chama a si uma obrigação do Estado, será o corolário de uma aposta sem precedentes na elevação da qualidade do ensino. Passaremos, assim, a breve trecho, a ser um dos melhores concelhos do país em matéria de equipamentos escolares nos vários níveis de ensino».

Apontou a realização das obras de requalificação dos edifícios dos Centros de Saúde do Vade, Pico de Regalados e Cervães e a «aposta na disseminação de infraestruturas equipamentos de desporto e de lazer», bem como «o aproveitamento do potencial dos nossos rios e do nosso património natural, com a construção de ecovias, ciclovias e circuitos pedonais».

ISENÇÕES FISCAIS, ÁGUA E SANEAMENTO

Reiterou o compromisso de reforçar «as isenções fiscais na construção de habitação para os jovens e os próprios incentivos e apoios a projetos de desenvolvimento da agricultura, das florestas, da silvicultura e do turismo», que «abrem aos jovens e aos empreendedores em geral importantes janelas de oportunidade».

E, como não poderia deixar de assinalar, «a meta da preservação ambiental e da promoção da qualidade de vida das pessoas vai também ser atingida com a realização ações no âmbito da eficiência energética e de um ímpar volume de investimentos já em curso na melhoria das redes de abastecimento público água de no Plano de alargamento da rede de saneamento».

«CONTRIBUTOS» PARA REDE VIÁRIA

No domínio da modernização e actualização da rede viária concelhia, Vilela garantiu que, «depois de amplamente instaladas as infraestruturas de água e saneamento, seguir-se-á a requalificação das vias municipais de acordo com um Plano Estratégico».

Mas também pediu «contributos» de todos para a construção da variante à sede concelhia (E.N. 101) e à ER 305 e as acessibilidades às zonas de acolhimento empresarial do concelho. «São projetos incontornáveis que reclamam a atenção e o empenho de todos», disse. E foi mais longe: «nesta cruzada por um concelho próspero e moderno, mais importante do que enfatizar protagonismos é e será determinante que todos se sintam convocados a dar o seu melhor contributo para que a administração central priorize a construção, a curto prazo, destas obras estruturantes».

A concretização de projetos de regeneração urbana mantém-se igualmente como prioridade do reeleito autarca, a par da requalificação do edifício da antiga Adega Cooperativa de Vila Verde, no sentido da criação de um Centro de Artes e Espetáculos. «Um projecto que vai impulsionar a atividade cultural através da criação de uma oferta cultural rica e diversificada, alargada a todos os públicos», referiu.

ATRACÇÃO DE INVESTIMENTO

Vilela voltou a realçar «a adoção de uma política fiscal amiga das famílias e das empresas. É o caminho que vamos continuar a percorrer para aumentar a atratividade e a competitividade do nosso território. Assim, continuarão as políticas ativas de atração de investimento, nomeadamente as medidas fiscais amigas das famílias e das empresas tendo como prioridade o crescimento económico, o investimento, o empreendedorismo e a criação de emprego».

Garantiu, por isso, que o novo executivo «prescindirá de receitas a pensar na captação de empreendimentos que criem postos de trabalho e assim ajudem a fixar a população e a atrair novos residentes».

Encerrou afirmando que conta «com todos, porque a missão coletiva a que nos propomos é exigente e apenas possível se aglutinarmos vontades e se juntarmos o máximo de sinergias em torno do que verdadeiramente importa: o efetivo desenvolvimento da nossa terra».

ARANTES REFORÇADO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Carlos Andrade Arantes viu igualmente a sua posição reforçada na Assembleia Municipal. Sem oposição na hora de ser indicado para a presidência do órgão, a que apenas concorreu uma lista do PSD, a lista por si liderada mereceu 45 votos favoráveis dos 61 presentes na votação.
Registaram-se 13 votos brancos e 3 nulos.
De resto, o órgão contará com 18 eleitos do PSD, 13 do PS, 2 do CDS e 1 da CDU, mais as 33 inerências dos presidentes de junta.
Carlos Arantes continuará acompanhado de Martinha Soares (1ª secretária) e José Costa (2º secretário).

De resto, foi com “fair-play” que o reeleito presidente do órgão deliberativo municipal antecipou o novo mandato: «Os resultados das eleições não devem envergonhar, nem fragilizar, ninguém. Tal como no desporto, também na política existem vencedores e vencidos e ambos devem ser respeitados e se devem respeitar, até porque não há vencedores sem vencidos, uns justificam a existência dos outros».
Na sua óptica, «o sucesso de uma qualquer governação, embora muito dependente da qualidade do seu governo, também depende da qualidade e contribuição da oposição».

Pediu, por isso, que «terminado o ciclo eleitoral que divide as pessoas, espero que se estabeleça de novo um clima de tranquilidade e estabilidade, um clima de entreajuda».

Arantes espera «estar à altura das expectativas. Empenhar-me-ei sempre para um cumprimento de mandato que pretendo seja independente, rigoroso e justo».

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