CASO DE POLÍCIA: Cocaína apreendida pela PJ iria pelo Minho para Espanha

Os 32 quilos de cocaína apreendidos pela Polícia Judiciária iriam ser transportados por estradas secundárias do Minho, para a região vizinha da Galiza, que seria assim a “porta de entrada” daquela droga em Espanha e a partir daí ainda para vários países europeus, que motivou uma investigação conjunta da PJ (Portugal) e da Guardia Civil (Espanha).

A cocaína vinha escondida nos fundos falsos de dois grandes contentores, no Porto de Leixões, em Matosinhos, droga com destino a uma empresa, com um armazém na zona do Grande Porto, constituída expressamente para esse efeito, segundo apuaram já as investigações criminais da Polícia Judiciária, que prosseguirão nos próximos tempos.

Um carregamento de chuchu e de mandioca, ambos oriundos da Costa Rica, foi a forma encontrada pelos narcotraficantes para tentar dissimular a cocaína.
Aquela droga, caso não tivesse sido apreendida, proporcionaria cerca de 150 mil doses de cocaína, que a preços de mercado de rua renderiam um total de quase dois milhões de euros, sendo a droga dura mais consumida em Espanha.

O coordenador de investigação criminal da PJ, Arnaldo Silva, da Secção Regional de Investigação do Tráfico de Estupefacientes (SRITE) da Directoria do Norte afirmou que o trabalho conjunto com a Guardia Civil começou há cerca de meio ano, tratando-se em parte dos casos de pessoas já referenciadas por tráfico internacional de drogas duras.

Segundo apurou hoje a PressMinho/Vilaverdense, nas instalações da Polícia Judiciária, no Porto, há cinco detidos, todos estrangeiros, dois dos quais espanhóis, sendo os outros três de nacionalidades diferentes, que ficaram em prisão preventiva, segundo decidiu já o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

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Redacção / JG (CP 2015)
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