Via Sacra com Adoração da Cruz percorreu a Vila de Prado

A Via Sacra, com Adoração da Cruz, percorreu esta noite a Vila de Prado, uma tradição enraizada na comunidade pradense, com elevado número de fiéis, que se incorporaram nesta manifestação pascal de grande fervor religioso.

A Via Sacra saiu ao princípio da noite, da Igreja Nova de Prado Santa Maria, retratando o Calvário de Jesus Cristo, até à Capela de São Tiago, com a orientação do pároco de Prado Santa Maria, João Alberto Sousa Correia, do Arciprestado de Vila Verde, tendo sido narrador o vereador pradense Patrício Araújo.

A iniciativa partiu uma vez mais do Centro de Cultura e de Convívio da Vila de Prado (presidido por Francisco Silva), apoiada pela Junta de Freguesia de Prado (representada por Manelito Machado) e pela Paróquia de Prado Santa Maria, numa encenação a que assistiu o presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, António Vilela.
Desta vez coube ao jovem cantor Rogério Braga encarnar a figura de Jesus Cristo, num conjunto de dezenas de figurantes locais e cujo registo de imagem ficou a cargo de António Sousa.

MOMENTOS DA VIA SACRA

Segundo explica o pároco, a Via Sacra representa «os diferentes momentos do caminho de Jesus, desde a condenação até à cruz, é conhecido habitualmente com a expressão Via Sacra ou, na expressão latina Via Crucis», pelo que «desde longa data que a Igreja vem promovendo na Sexta-Feira e particularmente na Quaresma a devoção da Via Sacra um exercício de piedade».

De acordo com o padre, João Alberto Sousa Correia, a Via Sacra «pretende recordar o sofrimento redentor de Jesus Cristo», bem como «tomar consciência do sofrimento que afecta milhões de seres humanos, vítimas da injustiça, da violência e da guerra», além de «ajudar a ver o sofrimento humano como caminho redentor de aproximação a Jesus Cristo e aos irmãos».

«Por isso, depois da enunciação de cada estação, a Via Sacra costuma apresentar um texto bíblico e um breve comentário que pretende ajudar a reflectir sobre a actualidade do caminho da cruz», como recorda aquele sacerdote.

«Com base nas narrativas da paixão dos diferentes evangelistas, a tradição da Igreja consagrou 14 estações a que modernamente se acrescenta a décima quinta, Ressurreição de Jesus», ensina ainda o pároco de Prado Santa Maria.

«Desta forma se sugere que o caminho sombrio da cruz encontra o seu pleno sentido na luz pascal que evoca a vitória de Jesus Cristo sobre a morte», refere o mesmo padre, de acordo com o qual «sendo assim, a Via Sacra não é o memorial do sofrimento e morte de Jesus, mas o caminho da afirmação da vida transfigurada após a experiência amarga do sofrimento».

Percorrer com Jesus Cristo o caminho da cruz, vivendo cada um dos momentos da sua Via Sacra, é olhar as dificuldades e problemas da vida como a via que nos projecta na participação da vitória de Cristo sobre a morte. Por isso, o caminho quaresmal da Via Sacra é um excelente exercício que nos prepara para a Páscoa da vida plena e definitiva.

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Redacção / JG (CP 2015)
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